segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resenha da música Geração Coca-Cola

A música geração coca-cola da banda Legião Urbana retrata um mundo que poucos conseguem enxergar, a verdadeira dependência da nossa nação em relação para com os outros países. Isso fica mas evidente quando o autor da música o cantor e compositor Renato Russo coloca :
Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês, empurraram-nos com os enlatados dos USA, de nove as seis, desde pequenos nós comemos lixo, comercial industrial”.
Sendo assim compreende-se que fatos sociais são externos ao sujeito e que a inserção do indivíduo em determinada sociedade vai determinar seu comportamento tanto biológico quanto social.
Portanto o processo de socialização Norte americano no Brasil é tremendo, principalmente pelas vias dos meios de comunicação onde boa parcela da sociedade brasileira é influenciada pelas marcas de produtos estrangeiro. Tendo como exemplo: Produtos têxteis como C&A, e outros como a boneca Barbier e o refrigerante (coca-cola) título da música aqui analisada.
Assim sem perceber acabamos sendo socializados e interiorizando a cultura dos Estados Unidos da América e também reproduzindo a forma de falar de pensar e de agir, deste país. Criando assim algumas características que são a Exterioridade - esta característica transmite o fato desses padrões de cultura a serem "exteriores aos indivíduos", ou seja, ao fato de virem do exterior e de serem independentes das suas consciências., coercitividade - característica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os indivíduos integram. Estes padrões culturais são fortes de tal maneira que obrigam os indivíduos a cumpri-los. Generalidade - os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade.
A música também tenta mostra apatia do jovem socializado com cultura do consumismo, fruto do sistema capitalista.
Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião somos o futuro da nação, geração coca-cola”
Tentando evidência um jovem apático e despolitizando, ”sem religião” sem objetivo sem se preocupar com as principais demandas do Brasil como educação, segurança, distribuição de renda, moradia e etc.
Vai frisar a importância da escola como um dos principais formadores de opinião e acomodação, pois se esta a “escola está inserida no sistema capitalista, então esta serve a este sistema ou seja para manter o status quo, na visão da banda.
Depois de 20 anos na escola não é difícil de aprender, todas as manhãs do seu jogo sujo”.
Depois o compositor vai dizer: “Não é assim que tem que ser vamos fazer nosso dever de casa e aí então vocês vão ver, suas crianças derrubando reis, fazer comedi com as suas leis.
No sentido que mesmo de forma lenta pode haver mudanças na sociedade, com um processo de descobertas de novos saberes e com uma reelaboração do conhecimento.
Por fim ele encerra a música cantando o refrão: “Geração coca-cola, geração coca-cola geração coca-cola, geração coca-cola”. 

REFERÊCIAS


 BERGER,Peter L. LUCKMAN,Thomas. A construção social da realidade. Petrópolis, Vozes,
 1985.

 DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo, Martin Claret, 2007.
 Legião Urbana. Geração Coca-Cola. Compositor: Dado Vila-lobos, Renato Russo.

Resenha do filme Cisne negro

Esta semana decidi contrariar uma antiga decisão minha de não assistir Cisne Negro, pois a maior parte dos comentários classificava o filme, no mínimo, como um terror psicológico, algo que eu preferia evitar neste momento. Mas uma forte intuição bateu e me levou ao cinema justamente para descobrir a história por mim mesma. Foi com certeza uma das experiências mais malucas, assustadoras e fascinantes da minha vida. É ainda mais difícil narrar minhas impressões sobre o filme que permanecer na cadeira do cinema do início ao fim. Vou começar com as primeiras palavras que me vieram à mente no momento em que saí da sala: perturbador, desesperador, visceral e sublime. A trama acompanha a montagem de um balé clássico, O Lago dos Cisnes, de Piotr Ilitch Tchaikovsky, por uma companhia que decide aposentar sua primeira bailarina, Beth, brilhantemente interpretada por Winona Ryder. A partir deste momento iniciam-se os testes para sua substituição. Esta é a oportunidade que Nina, a protagonista da história, uma atuação magistral de Natalie Portman, sempre desejou, e ela dá tudo de si para conquistar a vaga. No momento em que ela é escolhida para interpretar a Rainha Cisne, a realização de seus sonhos, as pressões exercidas pelo coreógrafo Thomas e por sua mãe possessiva, uma ex-bailarina frustrada, vivida pela atriz Barbara Hershey, levam Nina ao limite de sua psique já perturbada, até atingir o ponto crucial onde todas as fronteiras entre realidade e imaginação, loucura e sanidade, são transpostas. Talvez um dos elementos mais perturbadores deste filme seja seu ponto de vista, que transporta o público para o interior da mente atormentada e doentia de Nina; esta é a única versão da história, não há outras visões da mesma narrativa. Este ‘detalhe’ tem um impacto profundo sobre a plateia, ou pelo menos teve em mim, pois a partir de um determinado momento não conseguimos mais distinguir o que é real do que é mera alucinação. Nina é a bailarina que busca a perfeição da técnica; ela é o Cisne Branco ideal, pois representa a inocência, a pureza e a doçura que a personalizam. Por outro lado, ela é radicalmente controlada, disciplinada e reprimida; mas Thomas a escolhe porque sabe que em algum ponto de sua alma está presente o Cisne Negro, símbolo da sexualidade, da sedução e do mal. Enquanto no Lago dos Cisnes duas irmãs gêmeas disputam o príncipe que traz consigo a libertação de um feitiço que as mantêm cativas nos corpos de dois cisnes, o branco, que traduz a luz de uma, e o negro, que simboliza as sombras que habitam a alma da outra, as mesmas forças se confrontam no interior de Nina, que luta desesperadamente para permitir que sua face sombria se manifeste. A única forma que ela encontra de extravasar seus sentimentos é através da automutilação; quando seu corpo sangra, as emoções jorram de sua alma como se finalmente uma porta fosse aberta. Ao mesmo tempo, ela entra em conflito com sua mãe, o que intensifica ainda mais seu desgaste psíquico, e passa a projetar seus medos mais primitivos em outra bailarina, Lily, interpretada por Mila Kunis, que se destaca como coadjuvante. Ela não tem uma técnica apurada, mas apresenta a naturalidade e a sensualidade que Nina mais deseja expressar. Quando as duas se aproximam, a mente da protagonista imediatamente a identifica como sua principal rival, na verdade uma personalização de sua sombra. O que se vê na tela é a essência da arte, um jogo de sedução e fascinação, e cenas que beiram o mais profundo terror psicológico. Esta inusitada combinação provoca um impacto único e inesquecível no público, pois toca as profundezas do inconsciente humano, seus abismos mais sombrios, e prova que a alma humana é tecida por luzes e sombras. A trajetória de Nina atesta que é impossível qualquer possibilidade de crescimento emocional sadio quando esta esfera mental é simplesmente desprezada e reprimida. O desfecho do filme é ainda mais impactante; ele nos prende, nos paralisa e rouba o nosso fôlego de tal forma que mal podemos respirar, literalmente. A encenação do balé, principalmente a atuação do Cisne Negro, é tão sublime, que nenhuma palavra, por maior que seja sua magia, poderá descrever. É uma daquelas cenas que ficam gravadas para sempre na mente humana. Natalie Portman merece, com certeza, não só o Oscar de melhor atriz, mas todos os prêmios de melhor interpretação de 2010. Por mais difícil e angustiante que seja a experiência de assistir Cisne Negro, é impossível sentir qualquer vestígio de arrependimento quando o filme chega ao fim. Observação: Anotem o nome do diretor, que, aliás, qualquer cinéfilo irá reconhecer: Darren Aronofsky. É ele o responsável por filmes como O Lutador, de 2008, muito celebrado pela crítica e pelo público; o menos festejado A Fonte da Vida, lançado em 2006; e os trabalhos antigos que lembram mais Cisne Negro: Pi (1998) e Requiem Para Um Sonho (2000). Prosa Encantada